Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Procellariiformes
Família: Diomedeidae
 Gray, 1840
Espécie: T. chrysostoma

Nome Científico

Thalassarche chrysostoma
(Forster, 1785)

Nome em Inglês

Gray-headed Albatross


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Em Perigo

Fotos Sons

Albatroz-de-cabeça-cinza

O albatroz-de-cabeça-cinza (Thalassarche chrysostoma) é uma ave procellariiforme da família Diomedeidae.

Características

Mede 70 a 85 cm., envergadura de 2,1 a 2,4 m., pesando 3,5 a 4,3 kg. Cabeça e pescoço cinza-ardósia; face superior das asas, manto e cauda pretos; face inferior das asas brancas margeadas de preto; dorso inferior e partes inferiores brancas; bico preto com cúlmem e mandíbula amarelos; crescente branco por trás dos olhos. Os machos são maiores que as fêmeas. Os juvenis apresentam a cabeça amarronzada e o bico negro.

Alimentação

Alimenta-se de cefalópodes, principalmente lulas da espécie Martialia hyadesi, peixes e krill. Come também lampreias e carcaças à deriva nos oceanos. Pescam em mergulhos que podem atingir 5 metros de profundidade e há indícios de que também se alimentam à noite.

Reprodução

A época de reprodução inicia-se a meio de setembro, sendo as posturas efetuadas em outubro. Os juvenis eclodem em dezembro e janeiro. A maturidade sexual é atingida entre os 10 e os 14 anos. Nidifica preferencialmente na ilhas Geórgia do Sul e adjacentes. As aves chegam às Ilhas Geórgia do Sul em meados de setembro, as posturas dos ovos são realizadas em outubro. Põe 1 ovo esbranquiçados com manchas marrons vermelho-fino, eclodindo em dezembro ou janeiro ( com período de incubação de 69 a 78 dias ). Cerca de 60% dos ovos eclodem e 65% dos filhotes produzidos sobrevivem para deixar os ninhos em meados de maio-junho (os pintos emplumam em cerca de 140 dias ). A filopatria (fidelidade ao local do nascimento) é elevada e 85% das aves nidifica na colônia em que nasceu. São monogâmicos e reproduzem-se bianualmente. A idade média de primeira reprodução é de doze anos.

Hábitos

Vive nos mares meridionais, sendo encontrado em uma faixa que vai da Argentina no oceano Atlântico ao Chile no Pacífico. Encontrado esporadicamente no litoral brasileiro do Rio Grande do Sul ao Rio de Janeiro. Raramente segue barcos pesqueiros, como os outros albatrozes. Preferem águas mais frias do que a maioria dos outros albatrozes, e eles ficam bem longe da terra, exceto na época da procriação. Não se sabe ao certo quanto tempo vivem, mas já foi encontrado indivíduo de 36 anos.

Distribuição Geográfica

Ave meridional. Encontrado nas Ilhas Geórgia do Sul, Ilhas Diego Ramirez, Prince Edward e Marion Islands, Ilhas Crozet, Ilhas Kerguelen, Campbell Island (Nova Zelândia) e Macquarie Island. Ocasionalmente no litoral brasileiro até o Rio de Janeiro.

Referências

Galeria de Fotos